Bitzbutz by Gil Alkabetz (Israel, 1984)

TWITTER (ATÉ AGORA) DE @EMAILCIORAN

  1. gritar assusta os anjos.
  2. telefonar a alguém e, de medo ao escutar-lhe a voz, desligar na sua cara. assim são minhas relações. Um anacoreta tingido de sociabilidade.
  3. gosto de me contradizer até a demência. não é uma mania, mas uma fatalidade.
  4. não consigo me interessar por alguém a quem não pese nenhuma fatalidade. (minha paixão pelos Habsburgo).
  5. o medo de ser surpreendido pela desgraça. a artimanha imbecil de antecipá-la: fazendo-a, ao chegar, encontrar-me recostado sobre ela mesma.
  6. a necessidad cosmogônica da misoginia. pandora em hesíodo, eva no gênesis. a mulher explica o mal. depois viria a ingenuidade da teodicéia.
  7. o grande segredo de tudo: sentir-se o centro do mundo. e é exatamente isso que faz todo mundo.
  8. racine pedindo para ser enterrado em port-royal como “admirador estéril” dos solitários. bonita expressão, como “entusiasmo de eunuco”.
  9. salvo Villon e, talvez, Rimbaud, os poetas franceses são funcionários do verso.
  10. primeira condição para uma sociedade perfeita: poder matar quem se detesta.
  11. “Fulano acaba de ser golpeado por um êxito do qual não se recuperará nunca!” <——– o fracasso é superestimado, o sucesso sub-.
  12. as enfermidades existem para recordarmos que nosso contrato com a vida pode ser rescindido a qualquer momento.
  13. o universo onde deus existisse fora de qualquer duvida não precisaria de deus nem de nenhuma religião. (a necessidade do ‘deus absconditus’)
  14. a condição mínima para um livro ser bom: ultrapassar meu vocabulário.
  15. o ambicioso não se resigna à obscuridade a não ser depois de ter esgotado todas as possibilidades de amargura de que dispõe.
  16. quadro aí que vou pintar: uma mulher de costas e, no lugar das omoplatas, não asas de anjo, mas grandes orelhas.
  17. minhas inclinações estão mais para a loucura dos imperadores romanos do que para a sabedoria dos estóicos.
  18. o secreto regozijo que sentimos quando nos acreditamos abandonados pelos deuses.
  19. toda mulher faz papel de puta ou de governanta.
  20. desprezo todo mundo. mas aceito elogios.
  21. os que me consolam são como o médico que socorreu sêneca com o ventre rasgado. não tentem recolocar minhas tripas ou enforco-lhes com elas!
  22. Hesíodo, o camponês ressentido: origem da desprezível tradição que dignifica o trabalho. a fonte tanto das rev burguesas qto do marxismo.
  23. em suas horas vagas minha preguiça se ocupa em gritar madrigais renascentistas para a angústia, que, da sacada, lhe suspira com tédio.
  24. A Romênia é uma inveja do mediterrâneo.
  25. hoje numa estação do metrô 1 cego estendia sua mão havia em sua atitude algo que gelava que cortava a respiração sua cegueira nos contagiava
  26. o mais bonito dos grandes ambiciosos é que sempre acabam realizando o contrário do que pretendiam.
  27. A oposição fundamental de Shestov: Atenas X Jerusalém. Mas esqueceu de Paris, o único lugar onde é possível ser falso com sinceridade.
  28. todas as minhas idéias surgiram de coisas das quais deveria me envergonhar.
  29. a mobilidade típica do feminino vem de uma luta interior incessante: o desejo de ser penélope quando se é clitemnestra, ou o inverso.
  30. o refinamento é sinal de déficit de vitalidade. na arte, no amor, em tudo.
  31. quando ejaculo nos peitos de uma mulher me sinto um clown shakespeareano: meu sêmen, torrente de burla infinita, a man of infinite jest
  32. as revoluções e as guerras representam o espírito em marcha, quer dizer, o triunfo e não a degradação final do espírito.
  33. como macbeth tudo de que preciso é rezar. ao contrário de macbeth não posso dizer amém.
  34. as tetralogias gregas capturaram perfeitamente o ritmo do ser: 3 tragédias seguidas por uma sátira.
  35. não gosto dos livros escritos com frieza. mas os que parecem palpitar de calor me deixam com nojo.
  36. para encontrar a verdade: manter-se eqüidistante entre o entusiamo e a amargura.
  37. retirar-me para um cova. ser íntimo dos escorpiões. Fazer cigarros do seu veneno. Morrer fumando escorpiões na tumba do faraó.
  38. ser guarda de trânsito de necrópoles sempre foi a minha única vocação.
  39. que quem primeiro escreveu em prosa tenha sido heródoto, um historiador, constrange os ficcionistas até hoje.
  40. a mulher acumula as funções de puta e de governanta, e precisa de um homem que seja poeta no seu domus, mas cocheiro na alcova.
  41. ninguém é modesto com o próprio sofrimento.
  42. jacobinos, comuna de paris, maio de 68: desde Luís IX, o lambedor de leprosos, a França mantém uma relação abjeta com a pobreza.
  43. o q ha de belo no mundo é 1 fato do Direito, único desta ciência só de ficções: impossibilidade de afirmar a inocência p alem de qq duvida.
  44. os santos com φρόνησις. o absurdo que foi Luís IX: a alquimia do cetro e do cilício.
  45. o ruído mais intolerável é o que faz o ser humano quando fala. o meu artigo de 1938: “O Pecado da Voz Humana”.
  46. stalin, roosevelt e churchill vieram ao hotel onde moro depois da conferência de yalta. pediram-me desculpas por não terem me consultado.
  47. jacqueline kennedy me telefonou chorando depois do assassinato.
  48. felicidade e desejo de glória são incompatíveis. a felicidade, como diz aristóteles, pertence àqueles que se bastam a si mesmos.
  49. mais do que sofrer, a promoção e dramatização do próprio sofrimento é o caminho mais curto para a glória.
  50. o choro das mulheres como retórica da destruição. Lady Macbeth chora as punhaladas que, então, o marido transfere para Duncan.
  51. a minha dúvida perpétua entre ser hamlet e ser falstaff é mais autêntica do que a do próprio hamlet.
  52. assim como outros têm um pé na cova, eu estou sempre com um pé no paraíso.
  53. por que quando rezo junto a uma flor ela murcha?
  54. predileções de catástrofe: uma pena os naufrágios serem cada vez mais raros.
  55. peitos caídos como constantinoplas, beijos como o báltico, um cuzinho como o canal de suez: eu e história na rue saint-denis…
  56. e pensar que cheguei a roçar a santidade
  57. tenho 1 coragem negativa, valentia q dirigi contra mim mesmo. orientei minha vida p/ fora do sentido q havia me prescrito. anulei meu futuro
  58. alterno entre me sentir um tirano desempregado e um vagabundo remunerado.
  59. a volúpia do inacabado, o tédio da perfeição. quero chorar no meio da rua. tenho o demônio das lágrimas. o tédio da perfeição, a volúpia do
  60. hoje sonhei com a putrefação de papá e mamã. e acordei pensando na minha própria.
  61. Foi fora da Europa que a civilização ocidental mostrou sua verdadeira face pela primeira vez: a de Hernán Cortés em Tenochtitlan, 1521.
  62. ser o don quixote da alcova…
  63. o homossexualismo é a preguiça da mulher. o hetero- é a misoginia e, mesmo assim, querer aventurar-se na selva moral que é a mulher.
  64. quem mais entendeu a mulher foi quem mais sucumbiu a ela: strindberg, o grande bucetólogo do ocidente.
  65. Acabo de levantar a pálpebra esquerda de Deus.
  66. meu amigo A., sabotado pela imaginação, perseguido pela realidade.
  67. criatura essencialmente uivante, minhas idéias ladram: não explicam nada, só estalam, arrulham, trepidam, estouram e morrem.
  68. o berço da civilização é a índia. a grécia é seu leito de procusto.
  69. se observasse meu humor como tycho brahe fazia com o céu, a falta de regularidade me faria dar um tiro no zodíaco e, assim, morrer.
  70. Pascal: a razão tem desejos dos quais se envergonha.
  71. para que nasça um cético é necessário que mil crentes destruam a ordem.
  72. diante de cada insulto oscilamos entre a bofetada e o tiro na cara, e esta hesitação consagra nossa covardia.
  73. minha poluções noturnas são todas com santa teresa de ávila…
  74. desde os 13 anos acordo todos os dias como uma puta que envelheceu.
  75. o deus do jardim do éden é um deus rural. a posição da agricultura na história da civilização explica a rusticidade dos deuses.
  76. a religião me ensinou a ter nojo de umbigos.
  77. no desmaio feminino há uma expressão de voluptuosidade. nas mulheres o prazer é um desfalecimento, uma forma de desintegração.
  78. quartier latin: mulher senta ao meu lado e diz ser feminista. quer opinião. pergunto se isso a impede de dar a bunda, pq, se ñ, ñ tem prob.
  79. para ser escritor não é suficiente ter talento: é preciso também não esquecer nada. o escritor supremo é homem de rancores.
  80. a única vantagem da velhice é termos nos tornado hábeis em camuflar nossos vícios e vergonhas. daí a colostomia ser a tragédia suprema.
  81. “celulite não mede o caráter de ninguém” – preta gil
  82. gautier dizia do túmulo: um vestiário onde a alma depõe suas roupas ao sair do teatro. mas só está certa a parte do teatro.
  83. chateaubriand viu na lua se erguendo atrás do vértice da pirâmide de keóps o próprio farol da morte. eu veria o olho ciclópico de deus.
  84. meu único sonho de milionário é póstumo: 13 atrizes de Malhação segurando o meu esquife. Carpideiras gostosas de xoxortinho…
  85. gosto de observar a pátina do tempo nos túmulos em art noveau de miami beach.
  86. uma mosca morde o homem/disso vira uma ferida/da ferida o homem morre/a mosca tirou-lhe a vida <—— poema da minha faxineira
  87. Vieira sobre a diferença entre os vivos e os mortos: os vivos são pó que fala, os mortos são pó que jaz.(Ah, aquela campanha: gente que jaz)
  88. todo pensamento que não esconde uma aspereza me aborrece.
  89. a pederastia é marcial: aquiles uivando sobre o cadáver de pátroclo, napoleão junto ao corpo do marechal lannes em Erling.
  90. a morte: incompreensível e escandaloso perder o pensamento no nada.
  91. empédocles jogou-se na boca do etna para se provar imortal e o vulcão devolveu suas sandálias de bronze. uma ironia grosseira da natureza.
  92. bêbados os casais todos, noica com a mão na coxa da minha mulher. alguém propôs sexo grupal. mircea eliade corrigiu: “hierogamia coletiva!”
  93. confúcio, filósofo da burocracia da dinastia han, é, na aplicação de suas doutrinas à Administração, o que seria marx para a urss e a rpc.
  94. nagarjuna, bartleby de melville tornado iogue.
  95. conceitografia: ren, tao, dasein, tchan e créu.
  96. versão humilde da torre de babel: um zigurate de altura suficiente apenas para que Ele ouça a minha serenata. <— deus como julieta
  97. proust, como noé, sofria da síndrome da arca, que é não querer sair de lá depois da água ter baixado. a arca de proust era o colo da mãe.
  98. é comum q meninos mimados transformem o excesso de amor em ímpeto estético/liderança civilizatória: proust, sidarta gautama e dado dolabella
  99. qq posição política é uma impostura formada de humilhações e golpes anteriores sofridos pelo psiquismo. uma manifestação de inferioridade.
  100. o que me atrai no budismo: a glorificação do vazio (sunyata). ao mesmo tempo me afasta seu horror ao sofrimento (dukkha). sou um pós-buda.
  101. o que atrai no cristianismo: o amor ao sofrimento. e me afasta a adoração pelo além-mundo. sou um para-cristão.
  102. imagino meu nascimento na contingência das linhagens malditas das genealogias bíblicas, como a de Ló. Eu, um moabita moderno e balcânico.
  103. o que me atrai nas mulheres é a mesma coisa que me afasta e que eu não sei o que é mas que me faz persegui-las do mesmo jeito!
  104. tossir é minha única paixão.
  105. minha mãe cozinhava muito mal. só suas batatas cozidas eram elogiadas. eu sempre detestei batatas cozidas.
  106. por que quando me elogiam me sinto como uma moça a quem tivessem dito uma indecência? e por que não reajo, como a donzela, com a bofetada?

SOBRE “SEI TUDO O QUE ACONTECE NO MEU CÉREBRO, E NÃO SÓ: O QUE ACONTECE NO SEU TAMBÉM, PORQUE JÁ ACONTECEU ANTES NO MEU.”

Ou: Meu Cérebro, Mais Abrangente, Mais Rápido do que o Seu

Aquela detestável tendência que a gente tem em se mostrar sempre autoconsciente a respeito de tudo. Ela na verdade vem de uma preocupação com os outros, para que não pensem que a gente não perdeu a sanidade, ou que o ridículo que se pratica é deliberado, ou antecipar objeções para mostrar que os críticos chegaram tarde, retardados que são.

Enfim, é por isso que agora abro aspas para aquela parte de mim que cede à tendência:

Sei que o blog está carnavalesco demais. Sempre detestei design com mais de duas colunas. A página fica com informação demais. Os posts, que deveriam ser o mais interessante, ficam discretíssimos, esmagados entre as colunas extremas, uma com vídeos, outra com rss feeds. Para confirmar a idéia de que vício e virtude são duas maneiras de ver a mesma coisa, o bom é que os posts ficam discretíssimos, o que provavelmente revela uma timidez elegante com relação ao que escrevo.

INÍCIO DE CONTO

Muito justo que as mulheres gritem em motel. Afinal é para isso que os homens pagam. Às vezes só o motel, muitas, não só. Mas essa vizinha de hoje está gritando como uma mãe italiana que acabou de ver o filho de cinco anos recebendo um tiro na cabeça, os miolinhos do garoto sujando a sua camisola branca. Até parei de fazer o que estava fazendo para ouvi-la.

O MESMO FILME DE SEMPRE

Sobre o tal filme havia escrito que:

Sem excessos retóricos, o filme solta você novamente para o mundo com o olhar meio vago, indolente, idiota mesmo, achando tudo um pouco diáfano, quando em realidade é você que está, e não o mundo, e você confunde seu corpo com a própria sombra, julga possível infiltrar-se na matéria, atravessar portas de vestiários femininos.

Uma outra pessoa assim descreve a sua reação:

I had the same reaction. I actually stopped breathing and put my hand to my mouth. I drifted into peripheral vision and my entire body flooded with adrenalin. I was shaking for about ten minutes after the end, I barely knew where I was.

Que exagero, né?

POST NO QUAL SE ESCREVE SOBRE CERTO FILME ATRAVÉS DE PROSA TORTUOSA E CHEIA DE INTERPOLAÇÕES

Tempos muito difíceis estes. A ansiedade vibra em cada célula, e faz com que elas lhe correspondam. Quer ver? Sustente a mão aberta em frente a seus olhos e verá que não domina o seu polegar, que treme contra a sua vontade. Você é como uma animação rotoscópica, aquela dos filmes A Scanner Darkly e Waking Life. Ou então é mesmo o Temor e Tremor do Dinamarquês.

Ah, vi um filme! Não interessa qual, porque, se disser o título, o que escreverei em seguida valerá um spoiler, e o tal filme não merece isso. O jeito é torcer para que você um dia, por acaso, o veja. Então já terá esquecido do que leu aqui.

Ah, vi um filme! A primeira linha da sinopse seria assim: [personagem] enlouquece de tanto estudar Kierkegaard. Achei bonito e verdadeiro. K. é mesmo enlouquecedor se a gente o estuda com a devida obsessão. Mas ainda estou longe disso.

- Mais perto do que deveria…

Quem disse isso?! Bom [pigarro], no final, depois de ter passado uns dias sumido, fora de cena, e com os familiares já o dando como morto, reaparece. E ressuscita a cunhada, que, parturiente, morrera pouco antes de ele fugir de casa e fazer o Völkerwanderunguizinho particular pelas vizinhanças. Só usei “Völkerwanderung” plus diminutivo porque ele é assim, mezzo transcendente, meio histórico, quer dizer, totalmente bíblico, um daqueles líderes que, quando migram, mesmo quando só passeiam, levam como cauda toda uma raça fantasmal. Seria ele ainda 1/3 ridicule et grotesque, se a matemática permitisse.

Queria fazer um estudo a respeito do seguinte tema: de como um feelme com este resumo

Estudante de teologia enlouquece de tanto estudar Kierkegaard, se julga a Segunda Vinda e, no final, ressuscita a cunhada.

pode ser excelente. Sem excessos retóricos, o filme solta você novamente para o mundo com o olhar meio vago, indolente, idiota mesmo, achando tudo um pouco diáfano, quando em realidade é você que está, e não o mundo, e você confunde seu corpo com a própria sombra, julga possível infiltrar-se na matéria, atravessar portas de vestiários femininos.

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Outra coisa:

Olha a bocadela babando, sensual, o rosto dele

Gosto quando a cunhadinha, ao ressuscitar, ainda no caixão, beija o rosto (o rosto, porque o filme é avoengão) do marido, com a boca aberta e numa expressão de grande volúpia. Ora, é assim mesmo que voltam os ressurrectos! Lembro do pudor realista de certos pintores renascentistas que

bom, na verdade eles, antes de realistas, eram “anjos com falo” (para seguir um eufemismo medieval).

que escolheram retratar a ressurreição de Cristo com este portando uma carnalíssima ereção. Afinal, é a ressurreição do corpo, não é? (Depois eu acho essa imagem.)

TWITTERING

militrissa sobre colocar funk em shakespeare: “preconceito do atual”, i.e., atualizar o classico quando, por ser classico, ele nao precisa ser atual.

militrissa Collingwood on what is (NOT) art: that which is aimed at producing certain states of mind in certain persons is not art but amusement.

militrissa Ela diz para ele: “Eu queria ter os seus cílios.”

militrissa gosto da expressão “equilíbrio de antagonismos”. acho que ela tem uma aplicação ubíqua, explica tudo tudinho. qualquer coisa.

militrissa Todas as mulheres interessantes sao bergmanianas .

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Por exemplo:

O Brasil é um equilíbrio de antagonismos.
A Inglaterra é um equilíbrio de antagonismos.
A mulher é um equilíbrio de antagonismos.
O homem também.
O casamento feliz equilibra seus antagonismos.
Mas o infeliz também.
Obviamente eu sou um equilíbrio de antagonismos.
Assim como você.

ME MICROBLOGGING

amigo pediu para escrever alguma coisa sobre bergman, o ingmar. queria fazer todo mundo entender que bergman eh quem mais entende de mulher no mundo da arte. oumelhor, nao no mundo da arte, no mundo, ponto. faz na sua filmografia a metafisica do feminino. assim: ninguem vai entender a realidade inteira por exaustão, particular por particular, atomo por atomo, entao o jeito eh usar a estrategia mereologica e chegar ao todo partindo do minimo. o minimo de bergman é a mulher. para entender o mundo basta entendê-la. claro que ninguem entende o mundo, mas se aproxima de.

… mas aí não apareceu tudo. E nem consegui postar do celular. Quer dizer, é uma droga e, portanto, não encorajo ninguem a ter um trequinho feito o twitter.

CITÃO ENTAR

Ando muito burro, quase parado de tão burro. Vou citão entar, ok?

The successful man will see just so much more than his neighbours as they will be able to see too when it is shown them, but not enough to puzzle them.

OS PORTUGUESES SÃO LINDOS