Já que não tenho me entendido muito bem com o outro projeto, que não sei como continuar, e que talvez, se conseguir levá-lo adiante, seja transferido para a discrição confortável e offline do editor de textos, no caso, o Lyx, retomo o exercício de escrever sobre a morte. Antes ainda repito aqui a modéstia irônica, acho que do Antero de Quental, de dizer que não espera dos leitores elogios, mas só a sua misericórdia. Mas não a do Padre Vieira, que, no início dos seus sermões, dizia não esperar e pedir a atenção dos ouvintes, mas só a sua paciência. Eu nem isso peço.
Entretanto, a situação é ainda mais grave. Como ando pouco sistemático e a atenção, inquieta, sempre escapa para objetos diferentes daquele em que desejaria concentrá-la, vou dispersar nos próximos posts umas notas vagas com comentários velozes sobre citações recolhidas a respeito do suicídio, um tema que, quem sabe, com a ajuda de fármacons para TDA e outros transtornos, atacarei de maneira mais consistente em um texto com princípio, meio e fim, ainda que não necessariamente nessa ordem. E espero que tenham lido isto com a mesma suspeita com que o escrevi.
É tudo um pouco como aquele diálogo que não está no Hamleto:
– Você está com dúvidas, né?
– Talvez…
– Tenho certeza que você está…
– Não sei!!