decidiu ficar rico apenas para poder ter mais liberdade para compor. Sabia que não conseguiria sustentar sua família com dissonâncias. Melhor sustentar as dissonâncias com uma companhia de seguros, a Ives & Co., que logo se tornaria a maior do país.
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Compositor de The Unanswered Question, como se houvesse uma respondida a não ser a do telefone. Este, aliás, ocasionalmente não respondo, ou então vou lá na chavezinha do ´ringer´ e coloco-a em ´off´-
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Ives, Charles, certa vez, aos quarenta e tantos, já rico por causa da sua companhia de seguros, desceu as escadarias do sótão e, lágrimas pela barba, disse para a esposa com uma inflexão de “incêndio no sótão”: “não consigo mais escrever música”.
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Oates, Luke Oates, inglês, fraudou o fisco britânico em 38 milhões de libras. Descobriu Wittgenstein no presídio da rainha. Poderia ter reduzido a sua pena em alguns anos se tivesse concordado em devolver todo o dinheiro desviado. Não, melhor passar mais tempo nos aposentos da rainha do que sair mais cedo, pobre e sem ter terminado de ler todo o vienense.
Quando saiu, aos cinquenta e cinco, foi para um fjord norueguês escrever. Trinta anos depois morreria. Jamais gastou um centavo do dinheiro. Seu legado, o romance “The Great National Temperance”, criptografa em suas mil setecentas e cinquenta e cinco páginas o mapa do tesouro.
